terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

“Quem quiser ser líder deve ser primeiro servidor” Celso Bonotti, mais conhecido como Cebola, filho de Waldemar e Haidee Bonotti, casado com Glaucia e pai de Julia (7) e Giuliana (17). Conheceu São Sebastião com apenas um ano de vida. A partir de 68, a família passava dois meses de férias em sua casa de temporada no bairro São Francisco e dessa forma a cidade tinha o privilégio de receber o paulistano nascido em 20 de agosto de 59. Ele e seu irmão Mundinho organizavam os campeonatos no jardim de sua residência com os garotos da cidade. Começou a jogar Futsal de alto nível na década de 70, no Clube Esportivo da Penha de São Paulo. O ala direita marcou história pelo Corinthians onde ostenta, até os dias atuais, três troféus Tênis de Ouro recebido pela Federação Paulista de Futsal, foi artilheiro de várias competições e obteve diversos títulos em sua vitoriosa carreira pelo clube. No futebol de campo, pelo Mackenzie teve a oportunidade de conhecer e jogar em vários países, como Alemanha, China e Japão. Na China fez um gol do meio campo que calou o “estádio” por alguns segundos e logo a seguir o público levantou-se e ovacionou o craque. Foi campeão estadual e metropolitano atuando pelo Gercan considerado um dos melhores times da época. Chegou a ser aprovado no 2ª treino pelo Palmeiras, mas sua preferência eram os finais de semana em São Sebastião. Em 1997, sofreu uma grave contusão abreviando sua trajetória no futsal. Recuperado voltou a jogar na cidade pelo amador Clube Sete de setembro. Caiçara x Sete de Setembro, clássico municipal, o adversário tinha um jogador que era considerado um dos melhores zagueiros da cidade, numa oportunidade aplicou-lhe vários dribles desconcertantes. Dizem que depois deste jogo, o defensor nunca mais foi o mesmo. Outro fato marcante foi numa semifinal entre o Sete e Boiçucanga, seu time perdia por três a zero no primeiro tempo. Ao retornarem para o segundo tempo veio à reação e a virada de quatro a três. Marcou o último gol, equiparado a uma pintura, driblou diversos adversários e finalizou com um golaço. Participou da minha infância com aquele campinho em sua residência que para os pequeninos tornava-se enorme. Nas férias, os amigos de São Francisco esperavam-no com tamanha ansiedade, não somente pelo o campinho, mas pela volta do grande anfitrião e sua sensibilidade para novos campeonatos. Realizou seu maior sonho, em 2000 mudou-se com a família para a cidade que sempre amou. Conciliando seu hobby com a profissão, pois trabalha com turismo de pesca. Orgulho-me de tê-lo como amigo e garanto que ele seria incluído em grandes equipes profissionais, se o amor por são Sebastião não falasse mais alto. Saudades é o sentimento dos esportistas uma vez que as tardes de domingo empobreceram sem aquele toque de classe, os lançamentos, as faltas bem cobradas que ficarão sempre nas lembranças de todos que o viram jogar. Como o tempo passa depressa! Ele gosta da bola... Porém diz que seu corpo não obedece mais sua cabeça. Se a bola falasse, diria: Obrigada Cebola, por ter me tratado com tanto amor e carinho. Profissional e amigo de 1ª categoria.

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